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Aposentados 12/5/2020 17:59:26 » Por Livia Rospantini

Cenários do país pós-pandemia


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Maurício Oliveira – assessor econômico

 

 

A pandemia do coronavirus no Brasil está longe de acabar. A curva de disseminação da doença continua crescendo. O Governo Federal terá que gastar ainda mais para proteger a população e a economia do isolamento social. Estados e municípios passam por uma crise sanitária e hospitalar sem precedentes e que ainda não chegou no pico. Restrições e isolamento social devem continuar. O uso do instrumento do lockdows (fechamento completo) já se iniciou e poderá se alastrar.

O gravíssimo processo de queda das arrecadações federais, estaduais e municipais sem data para acabar, devido à redução drástica do consumo, vai acarretar sérios problemas financeiros e de funcionamento das máquinas públicas de governabilidade. Paralelamente a isso, as estruturas econômicas se encontrarão em estado de paralisia com uma grande insolvência de micro, pequenas e médias empresas e de setores econômicos industriais essenciais.

Desemprego, comércio em baixa, queda da renda de trabalhadores formais, aumento de trabalhadores informais sem renda e o aumento da desigualdade social serão a tônica da sociedade.  Setores como turismo, cultura, educação e aviação sofrerão as piores consequências.

Medidas como taxa de juros baixas, aumento do crédito para financiamento de capital de giro e para pagamento de folha de salários de micro, pequenas e médias empresas não são suficientes e acarretarão muitas dívidas. O auxílio emergencial para milhões de trabalhadores informais sem renda fixa é temporário, portanto não vai resolver a crise de falta de clientela e de condições de trabalho. Como renda e consumo caíram, a inflação também deve continuar baixa.

O Congresso Nacional aprovou medidas de socorro monetário a estados e municípios e o Orçamento de Guerra, ambos permitirão, provisoriamente, mais recursos para combater os efeitos perversos da pandemia do coronavirus.

Também para minimizar esses efeitos, o Governo Federal ainda dispõe de duas opções: O aumento do endividamento da União e a emissão de papel moeda para injetar mais liquidez no mercado. O endividamento trará o comprometimento cada vez maior do Orçamento para pagamentos futuros de juros e amortizações da dívida.  E a emissão de papel moeda só será válida se chegar no cidadão comum; mesmo assim, poderá gerar, lá na frente, o aumento da inflação.

Juntamente com a pandemia e com a brutal crise econômica que se gerará no país, se desenha uma crise política que vai dificultar enormemente a busca conjunta de construção de saídas para o futuro. O desafio vai ser muito grande, pois sem unidade, confiança e cooperação o país vai naufragar numa paralisação de longo prazo. Governo, Congresso, STF e organizações civis e sindicais precisarão se entender. É preciso também que haja uma coordenação entre União, estados e municípios para desenhar políticas de solidariedade capazes de administrarem os desdobramentos negativos, nas vidas e nas finanças, da crise sanitária e econômica.

Em relação à crise econômica internacional, o Brasil pode sofrer um sério revés no seu comércio mundial e, por não ser um país de ponta, vai depender das negociações pós-pandemia entre os principais países desenvolvidos. Por enquanto, nenhuma solução à vista. A União Européia, China e EUA sequer sabem ainda como suas economias se erguerão.

Combater a pandemia do coronavirus prossegue como a prioridade das ações. Manter o isolamento, salvar vidas e evitar o colapso do sistema de saúde.

Quanto ao caminho para tentar solucionar a grave recessão econômica e social, ele é um só: eleger prioridades, construir o entendimento, primar pela solidariedade e realizar negociações.

 




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