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Aposentados 18/6/2018 19:0:15 » Por Richard Casal Atualizado em 18/6/2018 20:5h

Chaim concorre a Deputado Estadual em SP com propósito de fortalecer os Movimentos Sociais

Lutas que pretendo travar não serão na tribuna, com discursos cheios de pompa; são as lutas do dia-a-dia, nas periferias


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Quem conhece política certamente já ouviu falar do histórico militante William Ali Chaim, um homem arrojado, polêmico e dotado de estratégias brilhantes para ajudar os candidatos que apoiou. 

Travou batalhas memoráveis durante uma longa carreira de articulação política no Partido dos Trabalhadores.

Ele não está mais no PT. Tornou-se um dos principais dirigentes do AVANTE, um partido que surge despretensiosamente, mas com propósito de eleger grandes bancadas. 

Chaim sai dos bastidores e encara as urnas em 2018. Concorre a uma das 90 cadeiras de deputado estadual em São Paulo. Sua pré-campanha já está forte nas redes sociais e vem ganhando muitos seguidores e possíveis eleitores.

O pré-candidato é amigo de longa data do presidente Warley Martins, e recentemente visitou a subsede da COBAP na capital paulista, onde concedeu um rápida entrevista.

E N T R E V I S T A 

Após tantos anos de atuação em coordenação política, quais fatores o levaram a sair dos bastidores para encarar uma candidatura própria?

O Brasil vive um período da sua história muito complexo, perigoso e cheio de desafios. Até agora, a despeito de inclinações intervencionistas que proliferam no país, as instituições resistem. Porém, a criminalização de certos movimentos sociais e a pavorosa relação promíscua entre as esferas política e judiciária ameaçam os direitos consagrados em nossa constituição.

Diante desse quadro, aceitei a um chamamento de minha consciência para me juntar às fileiras de candidatos comprometidos com o povo e com a democracia. É preciso fazer frente ao risco de termos um retrocesso ainda maior com a eleição de candidatos que dizem não serem da politica, mas servem a interesses que são contra a nação. 

 

Quais as principais lutas que pretende travar na Assembleia, caso seja eleito?

Essa é uma discussão que tenho feito com as pessoas sobre o papel do Deputado Estadual. Na minha concepção, tal mandato parlamentar só tem sentido se servir como elemento organizador da população, que está abandonada por um Estado elitista, que não fornece os serviços básicos para garantir a cidadania. Por isso, vou trabalhar para fortalecer os movimentos sociais, sendo organicamente atuante nas principais lutas reivindicatórias da sociedade.  Fora com aqueles que mentem para o povo, com aqueles que se encastelam nos gabinetes, levando uma vida de faz de conta, afastados da realidade concreta das pessoas.  As cidadãs e cidadãos sabem que não podem eleger mais um carimbador das vontades do governador de plantão.

As lutas que pretendo travar não serão na tribuna, com discursos cheios de pompa; são as lutas do dia-a-dia, nas periferias das cidades, ao lado de tantos brasileiros que batalham por moradia, dependem de transporte e arriscam suas vidas num sistema de saúde que não dá conta da demanda. Estou ao lado dos andam com os sapatos sujos de barro, à mercê de uma cidadania que lhes foi roubada pelos que têm a sola do sapato vermelha dos tapetes dos palácios e gabinetes. Essa é minha missão!

  
As principais reivindicações dos aposentados brasileiros são debatidas no Congresso Nacional em Brasília. Como deputado estadual, como pode ajudar os 6 milhões de aposentados e pensionistas do INSS residente no estado de SP?

Tenho a responsabilidade de resgatar a dignidade dos nossos aposentados e dos que estão para se aposentar. Apesar da reforma da Previdência ser uma questão que será decidida em Brasília, os cidadãos que têm relação com o INSS podem, e devem, fazer pressão, a partir de fóruns de discussão e encaminhamento de propostas, para que seus interesses sejam atendidos. Diferentemente dos técnicos que só sabem fazer contas para agradar ao mercado, não acho que a Previdência é um problema para o país; é, na verdade, a instituição que resguarda a qualidade de vida de quem trabalhou pelo desenvolvimento do Brasil por toda uma vida. É preciso, portanto, tratar os pensionistas, e os que estão para se aposentar, como cidadãos de primeira categoria. Cabe à Federação prover políticas públicas que, além do pagamento de benefícios, promovam a qualidade de vida e acesso à informação, nesse século 21 que muda à velocidade impressionante. Os poderes da nação não podem mais tratar o aposentado como um sujeito que chegou ao fim de um processo de participação, um apêndice da sociedade, mas como aquele que chegou em uma nova fase da existência tão rica e dinâmica quanto as anteriores.

   
Após décadas de militância no Partido dos Trabalhadores, porque optou em disputar a eleição pelo AVANTE?

Esse ano completo 55 anos. Meu primeiro contato com a politica foi aos sete anos de idade, em plena ditadura militar, entregando cédula eleitoral a pedido de um militante do então MDB, que juntava a criançada para entregar aqueles santinhos na vizinhança do bairro. Já naquela época eu era determinado, entregava todos os meus santinhos sem desperdiçar nada. Depois, aos treze anos, fui trabalhar como metalúrgico em São Paulo e participei da minha primeira greve, sob o comando do então Joaquinzão. Nunca mais parei, passei por organizações politicas dentro do MDB, militei no Partidão e finalmente no PT. Fiz a campanha do Montoro contra o Lula e fiz a campanha do Lula contra o Collor - e todas as outras que vieram depois até a sua vitória.

Repare que são décadas de militância. Minha trajetória me credencia a ser candidato em qualquer legenda que tenha consonância com os meus valores democráticos e populares, porque minhas convicções, que estão assentadas na solidariedade, na fraternidade, na igualdade e no amor, impõem essa responsabilidade de continuar seja como for. No AVANTE, encontrei um desafio instigante: a construção de um partido que pretende dialogar com a transparência e dinamismo que vivemos. Para que isso seja possível, é preciso muito debate e a certeza de que queremos, de fato, o bem do país. Não é uma tarefa fácil, mas é isso o que me motiva: trilhar um caminho na construção de um país melhor para a população. Esse ambiente de construção evoca em mim a mesma determinação daquele garotinho de 7 anos que distribuía panfletos contra a ditadura militar.




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