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Saúde 23/2/2012 9:29:49 » Por Livia Rospantini

Fraternidade e Saúde Pública


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Por Luiz Legnani
Secretário da COBAP 
 

                                      

 

      A Conferência  Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou nesta quarta-feira (22) a 49º Campanha da Fraternidade  com o tema  Saúde Pública , que pretende sensibilizar a sociedade brasileira , governantes e políticos sobre a situação das pessoas mais necessitadas que buscam atendimento e são obrigados a enfrentar longas filas  e falta de vagas em hospitais públicos .

      O secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, lamentou a decisão do governo no corte de  R$ 5 bilhões da saúde . “Os problemas verificados na área da saúde são reflexos do contexto mais amplo de nossa economia de mercado, que não tem, muitas vezes, como horizonte , os valores ético-morais e sociais”.

      A CNBB expõe em seu texto base as preocupações da Igreja com a saúde pública, tais como o financiamento da saúde como problemático e insuficiente, com a humanização do atendimento aos pacientes e a falta de recursos ao SUS. Preocupações relevantes, tendo em vista os dados de um levantamento do Ministério da Saúde, de 2004 a 2008 os governadores declararam gastos totais de R$ 115 bilhões com saúde.

      Uma auditoria constatou que R$ 11,6 bilhões eram despesas com outras áreas, significa que 10% dos recursos foram desviados para outras áreas. Além da falta de recursos existe o problema de gestão , o descontrole administrativo  provocado por incompetência  e fraudes, como as que ocorreram entre 2007 e 2010, o pagamento de R$ 14,4 milhões, através do SUS, por procedimentos em pacientes que já haviam morrido, segundo uma investigação do Tribunal de Contas da União.

      O texto base da campanha faz também uma comparação de gastos na saúde entre Brasil e alguns países. No Brasil, em 2009, o governo  aplicou R$ 127 bilhões (47%) e as famílias gastaram R$ 143 bilhões ( 53 %), enquanto alguns países o governo gasta 70 % e as famílias 30 % na saúde..

Segundo dom Leonardo, a Igreja reconhece  os avanços como a erradicação de algumas doenças infecto parasitárias, redução da mortalidade infantil , vacinação e tratamento da AIDS.

O Ministro da Saúde Alexandre Padilha, presente no lançamento da campanha, disse que o orçamento deste ano para a saúde será 17 % mais que 2011, R$ 72 bilhões, significa um aumento de R$ 13 bilhões, o maior aumento que já existiu desde o ano de 2000 e que o papel dele como Ministro não é ficar esperando os recursos virem, mas, sobretudo , fazer mais com o que se tem. Falou ainda que o debate sobre o financiamento da saúde continua e será mais forte e amplo com o apoio da campanha da fraternidade e que o corte de R$ 5 bilhões na saúde anunciado pelo governo na semana passada não prejudicará nenhum programa da saúde. “Tudo o que estava programado pelo Ministério da Saúde  e foi encaminhado para o Congresso  Nacional está absolutamente mantido”.

      É desejo de todos gozar de saúde plena. Saúde está relacionada à qualidade de vida, é o resultado de salário justo para aposentados e trabalhadores, boas condições de alimentação, moradia, água potável, saneamento básico, educação. A COBAP luta pela  melhoria na saúde e acredita que só é possível com a participação e mobilização da população organizada . Nada acontece sem mobilização e pressão.

 

                                       




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